CultArt realiza atividades na semana da Luta Antimanicomial

O Centro de Convivência e Cultura- CultArt movimentou a semana que antecedeu o Dia da Luta Antimanicomial, comemorado em 18 de maio. Palestras, apresentações, debates e a participação em ações da comunidade fizeram parte da programação.


A data marca a transformação dos serviços psiquiátricos derivada de processos políticos que enfatizaram o direito à liberdade, ao convívio em sociedade, além do direto de receber cuidado e tratamento sem que para isto tenham que abrir mão de seu lugar de cidadãos. A reforma psiquiátrica, iniciada no final da década de 70, reforçou a cidadania e a reabilitação psicossocial como direito de todos.


Por isso, para abordar o percurso histórico e os reflexos da luta na atualidade, na segunda-feira (13/05), durante a tarde, oficinas repercutiram a Reforma Psiquiátrica. Dinâmicas propuseram a verbalização do tema, manifestando aquilo que seria mais significativo para cada participante. Na sequência, as expressões se transformaram em um varal lúdico de palavras, frases e poemas. Já na terça-feira (14/05), um encontro com as psicólogas da Vila Verde, Kíssila Teixeira e Thaís Acácio, debateu o tema “Saúde Mental: histórico, desafios e perspectivas”.


O audiovisual também esteve presente na semana. Na quarta-feira (15/05), o CultArt recebeu a cineasta Karina Orquidea que apresentou seu documentário “Lugar de quê?”. O projeto, que promove o diálogo sobre a Luta Antimanicomial, traz depoimentos dos usuários da Rede de Saúde Mental de Juiz de Fora. Os participantes são convidados a responderem sobre os seus lugares no mundo. A narrativa expõe questões como pertencimento, identidade e territorialidade. Após a exibição, Karina abriu espaço para o debate.


O CultArt e a Associação Bromélias também participaram de atividades promovidas pela Prefeitura Municipal de Juiz de Fora, como apresentação de dança, coral e café filosófico, além do famoso campeonato de futebol, onde a Associação Bromélias conquistou o 1º lugar.